
O Direito Eleitoral na Era da Inteligência Artificial e dos Deepfakes
Marca: Editora JH Mizuno
Autor: Renaldo R. Júnior , Luiz Fabrício Betin Carneiro
Edição: 1ª
Ano: 2026
Paginação: 206
Acabamento: Brochura
Formato: 16 x 23
Atura: 1,5
ISBN: 9788577899029
Reflexão essencial sobre a autenticidade do voto
COMO GARANTIR A AUTENTICIDADE DO VOTO EM UMA ERA DE FRAUDE ALGORÍTMICA?
Se a invenção da prensa democratizou o acesso à informação, a Inteligência Artificial do século XXI democratizou a fabricação da realidade. Vivemos uma ""tempestade perfeita"": a sofisticação da IA generativa, somada à economia da atenção das redes sociais e à polarização política, criou um cenário onde a vontade do eleitor corre o risco de se tornar um produto de engenharia comportamental.
Em ""O Direito Eleitoral na Era da Inteligência Artificial e dos Deepfakes"", Renaldo R. Junior e Luiz Fabrício Betim Carneiro enfrentam o maior desafio jurídico da nossa geração. A obra disseca o fenômeno dos deepfakes e o ""dividendo do mentiroso"" — a estratégia cínica de desacreditar provas reais alegando falsidade técnica —, expondo a crise da prova que ameaça o processo eleitoral.
Mas este livro não se limita ao diagnóstico. Ele entrega a solução.
Indo além da teoria, os autores oferecem um Guia Prático de Compliance Eleitoral Digital (Parte IV), transformando a complexidade da LGPD e das resoluções do TSE em protocolos de ação imediata.
Nesta obra, você encontrará:
• O Mapa dos Riscos: A análise crítica das lacunas no Marco Civil da Internet e na legislação eleitoral frente à velocidade das Big Techs.
• A Bússola da Conformidade: Passo a passo para elaborar o Relatório de Impacto à Proteção de Dados (RIPD) e mitigar riscos de microdirecionamento abusivo.
• O Manual de Sobrevivência: Protocolos de gestão de crise para reagir a ataques de desinformação e deepfakes em tempo real.
• Transparência Ativa: Estratégias para transformar a obrigação legal em um pacto de confiança com o eleitor.
Leitura obrigatória para advogados, juízes, profissionais de marketing e candidatos que precisam navegar com segurança jurídica e ética no novo — e perigoso — território das campanhas digitais.
Estrutura estratégica e atual
- O Fenômeno Deepfake e a ""Crise da Verdade"" no Processo Eleitoral
• Microdirecionamento, Vieses Cognitivos e Manipulação Algorítmica
• O ""Dividendo do Mentiroso"" (Liar's Dividend) e os Desafios Probatórios
• A LGPD nas Campanhas: Governança de Dados e Riscos de Cassação
• Responsabilidade das Big Techs e o Dever de Cuidado (Duty of Care)
• Inclui Guia Prático de Compliance Eleitoral Digital e Modelos de Gestão de Crise
Diferenciais competitivos da obra
- Guia prático de compliance eleitoral digital
- Modelos de gestão de crise reputacional
- Protocolos de elaboração de RIPD
- Estratégias de transparência ativa
- Análise aprofundada sobre deepfakes e crise da prova
Sumário
Apresentação
O Direito Eleitoral na era da Inteligência Artificial e dos Deepfakes
Prefácio
A bússola jurídica na tempestade perfeita da desinformação
Introdução
P A R T E I
Fundamentos constitucionais sob ameaça
Capítulo 1
O voto como pilar do Estado Democrático de Direito
1.1 A soberania popular e o sufrágio universal na Constituição de 1988
1.2 A liberdade do voto: a necessidade de uma consciência livre e informada
1.3 A Inteligência Artificial como vetor de risco à autenticidade da vontade do eleitor
1.4 A exploração de vieses cognitivos: da persuasão legítima à manipulação comportamental
1.5 Exemplos práticos: a IA em ação nas eleições recentes
CAPÍTULO 2
Direitos fundamentais em rota de colisão
2.1 Liberdade de expressão vs. direito à informação veraz: limites e ponderações na arena digital
2.1.1 A “Liberdade de Expressão” dos algoritmos: quem é o emissor da mensagem recomendada?
2.2 O direito à privacidade e a proteção de dados pessoais (art. 5º, X, XII e LXXIX, da CF/88)
2.3 O princípio da isonomia: a desigualdade de armas na guerra algorítmica
2.3.1 Assimetria informacional: o desequilíbrio entre campanhas “Data-Driven” e a fiscalização tradicional
P A R T E II
O arsenal jurídico atual e suas lacunas
CAPÍTULO 3
A legislação eleitoral frente à revolução digital
3.1 O abuso de poder na Era da IA: reinterpretando o abuso de poder econômico e o uso indevido dos meios de comunicação social (LC n. 64/90)
3.1.1 O desafio da prova em mídias sociais e aplicativos de mensagens: a “caixa-preta” da viralização privada
3.2 Propaganda eleitoral: das formas tradicionais à impulsão por algoritmos
3.3 As Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como resposta imediata: análise crítica
3.4 O rastro do dinheiro digital: desafios na prestação de contas e fiscalização de gastos com IA e dados
3.5 Estudos de Caso: ações judiciais sobre IA e desequilíbrio eleitoral
CAPÍTULO 4
Leis extravagantes e sua aplicação no cenário eleitoral
4.1 O Marco Civil da Internet (Lei n. 12.965/2014) e a responsabilidade dos provedores
4.2 A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei n. 13.709/2018): O Tratamento de Dados Pessoais por Partidos e Candidatos
4.2.1 O consentimento do titular e o legítimo interesse no jogo político
4.2.2 A governança de dados na prática eleitoral: a obrigatoriedade do Encarregado de Proteção de Dados (DPO) em partidos e campanhas
4.2.3 Desafios de implementação: Relatórios de Impacto (RIPD), políticas de privacidade e a gestão de requisições de titulares
4.2.4 A interface entre a ANPD e a Justiça Eleitoral
4.3 O Direito Penal e os crimes contra a honra potencializados por deepfakes
4.3.1 A pulverização da autoria e a responsabilidade penal em cascata
P A R T E III
Desafios contemporâneos e propostas de futuro
CAPÍTULO 5
O fenômeno deepfake: a morte da prova e a crise da verdade
5.1 A natureza jurídica do conteúdo sintético: entre a sátira e a fraude
5.2 O ônus da prova em ações de impugnação: como provar a falsidade em tempo hábil?
5.2.1 O “Dividendo do Mentiroso” (Liar’s Dividend)
5.3 Soluções regulatórias: rotulagem obrigatória e “marcas d’água” digitais
CAPÍTULO 6
A regulação das plataformas digitais (Big Techs)
6.1 O papel das plataformas como editores ou meros intermediários
6.1.1 A economia da atenção como causa-raiz: como o modelo de negócios das plataformas incentiva a polarização
6.2 Transparência algorítmica: o direito do eleitor de saber por que vê o que vê
6.2.1 Transparência da propaganda paga vs. transparência do conteúdo orgânico
6.3 O dever de cuidado (duty of care) e a responsabilidade civil das plataformas
6.3.1 O “Quebra-Circuito” (Circuit Breaker)
CAPÍTULO 7
Caminhos para o futuro: propostas legislativas e institucionais
7.1 Propostas de lege ferenda: o que mudar na legislação brasileira?
7.2 O fortalecimento da justiça eleitoral: a necessidade de perícia técnica e cooperação internacional
7.2.1 Alianças Estratégicas
7.3 A literacia midiática e a educação digital como política de Estado
CAPÍTULO 8
Guia de compliance para campanhas digitais éticas e seguras
8.1 Checklist de conformidade à LGPD para comitês eleitorais
8.2 Boas práticas na contratação de ferramentas de IA e agências de marketing
8.3 Gestão de crise reputacional
8.4 Transparência ativa
CAPÍTULO 9
Mapeamento de riscos e planejamento estratégico (fase pré-campanha)
9.1 Elaborando o Relatório de Impacto à Proteção de Dados (RIPD) para o uso de IA
9.2 Due Diligence na contratação de ferramentas e agências: cláusulas contratuais essenciais
9.3 Construindo a Política de Privacidade e os Termos de Uso do ecossistema digital da campanha
CAPÍTULO 10
Guia de operações e boas práticas (fase de campanha)
10.1 Checklist de conformidade à LGPD para o dia a dia dos comitês
10.2 Protocolo de Gestão de Requisições de Titulares (Direitos dos Eleitores)
10.3 Transparência ativa: como comunicar o uso de IA e dados ao eleitorado
10.4 Plano de resposta a incidentes: o que fazer em caso de vazamento de dados ou ataque reputacional com deepfakes
CAPÍTULO 11
Encerramento e pós-eleição
11.1 O descarte seguro de dados pessoais: procedimentos e evidências
11.2 A prestação de contas digital: declarando gastos com tecnologia e dados
11.3 Lições aprendidas: como transformar a experiência em ativo para futuros pleitos
Conclusão
Referências







