Direito do Consumidor
Marca: Editora Rumo Jurídico
Autor: Ivan Durães
Edição: 1ª
Ano: 2025
Paginação: 692
Acabamento: Brochura
Formato: 16 x 23
Atura: 4,00
ISBN: 9786583723161
Peso: 1.250 gr
Mais do que um tratado jurídico, Direito do Consumidor é uma obra de referência para compreender e aplicar, com segurança, os princípios e fundamentos que regem as relações de consumo no século XXI.
Com linguagem precisa e abordagem integrada entre teoria e prática, Ivan Durães transforma décadas de experiência em advocacia, docência e pesquisa em um guia sólido para profissionais que buscam domínio técnico e visão crítica sobre o tema.
Sinopse
Mais que um livro, uma ferramenta crítica para o século XXI.
Esta obra foi concebida como uma ferramenta estratégica para profissionais que enfrentam os desafios contemporâneos do Direito do Consumidor. Resultado de décadas de advocacia, pesquisa, docência e atuação no mercado de consumo, apresenta uma leitura jurídica profundamente comprometida com a realidade, aliando técnica e visão crítica em cada capítulo.
Com estilo claro e precisão conceitual, o autor estabelece um diálogo consistente entre teoria e prática, propondo novos enfoques para diversos institutos das relações de consumo, tanto na esfera judicial quanto extrajudicial.
Sua originalidade reside na análise inovadora das transformações econômicas, tecnológicas e sociais que reconfiguram o universo do consumo, oferecendo perspectivas inéditas que ampliam e renovam a disciplina.
Sem recorrer a modismos ou meras repetições doutrinárias, este livro se firma como referência crítica e aplicada, voltado à construção de um Direito do Consumidor capaz de enfrentar os desafios do nosso tempo.
DESTINATÁRIOS
Advogados que atuam em causas consumeristas e buscam argumentação sólida, estratégica e atualizada.
Magistrados e membros do Ministério Público, pela abordagem técnica, acessível e sistemática do microssistema consumerista.
Professores, pesquisadores e estudantes interessados na análise criteriosa dos fundamentos, categorias inéditas e temas emergentes.
Candidatos a concursos e exames da OAB, em razão da didática clara, concatenação da organização temática e da abordagem global e objetiva.
Órgãos públicos, entidades civis e instituições privadas voltadas à proteção, fiscalização ou orientação do consumidor.
Gestores e leitores em geral interessados em compreender, com clareza, as dinâmicas atuais das relações de consumo.
Principais tópicos
- Fundamentos constitucionais e princípios do Direito do Consumidor.
- Conceitos de consumidor e fornecedor, com análise das novas figuras do mercado digital.
- Produtos, serviços e inteligência artificial como objetos da relação de consumo.
- Direitos básicos e mecanismos de efetivação: informação, proteção, revisão contratual e reparação integral.
- Responsabilidade civil por vícios e defeitos de produtos e serviços.
- Oferta, publicidade, práticas abusivas e contrapropaganda.
- Cobrança de dívidas, repetição do indébito e tratamento de dados dos consumidores.
- Proteção contratual, cláusulas abusivas e contratos virtuais.
- Superendividamento: prevenção, crédito responsável e repactuação judicial.
- Tutelas administrativa, penal e coletiva do consumidor.
Diferenciais da edição
- Modelos de petições on-line.
- Edição comemorativa dos 35 anos do CDC.
- Métodos estratégicos para o cotidiano profissional.
Sumário
DOUTRINA
CAPÍTULO I — FUNDAMENTAÇÃO CONSTITUCIONAL DA PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR
Constitucionalização da defesa do consumidor e a sua natureza jurídica
Princípio da vedação do retrocesso aplicável à defesa do consumidor
Eficácia horizontal do direito fundamental de defesa do consumidor
3.1. Efeitos práticos da eficácia horizontal do direito fundamental de defesa do consumidorPosicionamento hierárquico do CDC como instrumento de efetivação do direito fundamental de defesa do consumidor
CAPÍTULO II — ELEMENTOS DA RELAÇÃO DE CONSUMO: CONCEITOS CLÁSSICOS E NOVOS ATORES ECONÔMICOS
Espécies de consumidores no CDC
1.1. Consumidor padrão
1.2. Consumidores equiparados: os (des)conhecidos destinatários do CDCConceito de fornecedor no CDC: diversidade de atores econômicos no mercado de consumo
2.1. Fornecedor pessoa natural
2.2. Fornecedor pessoa jurídica
2.3. Fornecedor pessoa jurídica de direito privado
2.4. Fornecedor pessoa jurídica de direito público, concessionárias e permissionárias
2.5. Fornecedor empresa pública e sociedade de economia mista
2.6. Fornecedor ente despersonalizado
2.7. Múltiplas atividades exercidas pelos fornecedores que se submetem às regras do CDC e o caráter exemplificativo do rol do artigo 3ºConsumidores e fornecedores emergentes no século XXI: o surgimento de novas figuras da relação de consumo
3.1. Novas espécies de consumidores decorrentes da dinâmica do mercado de consumo, sobretudo digitalizado
3.2. Novas espécies de fornecedores adaptados ao mercado contemporâneoObjeto da relação de consumo: produtos e serviços
4.1. Produtos
4.2. Serviços
4.3. Produtos e serviços indissociáveis
4.4. A inteligência artificial como objeto da relação de consumo
CAPÍTULO III — NATUREZA JURÍDICA E PRINCÍPIOS NORTEADORES DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
Natureza jurídica do CDC: norma de ordem pública e interesse social
1.1. O significado da expressão norma de ordem pública no CDC
1.2. Natureza de ordem pública do CDC: efeitos práticos e vinculação de todos os poderes e a atuação de ofício do magistradoO caráter principiológico do CDC
Princípios norteadores do CDC
3.1. Princípio da vulnerabilidade (em suas múltiplas formas)
3.2. Princípio da proteção efetiva
3.3. Princípios da harmonia e da boa-fé objetiva
3.4. Princípios da educação e informação
3.5. Princípio da qualidade e segurança
3.6. Princípio da coibição e repressão das práticas abusivas
3.7. Princípio da racionalização e melhoria dos serviços públicos
3.8. Princípio do estudo constante das transformações do mercado de consumo
3.9. Princípios da educação financeira e ambiental e da prevenção ao superendividamento no mercado de consumo
CAPÍTULO IV — DIREITOS BÁSICOS DOS CONSUMIDORES
Direito à norma mais benéfica
Direito à proteção da vida, saúde e segurança
Direito à educação e à informação
Direito à proteção contra práticas mercadológicas desleais
Direito à modificação ou revisão das cláusulas contratuais excessivamente onerosas
Direito à prevenção e reparação integral de danos
6.1. Reparação integral de danos e transporte aéreo: análise dos temas 210 e 1.240 do STF
6.2. Desconsideração da personalidade jurídica como instrumento de garantia da reparação integral de danos
6.3. O regime de garantia como instrumento de efetividade do direito à reparação integral do consumidorDireito à acessibilidade aos órgãos públicos para a defesa de direitos
Direito à facilitação da defesa dos direitos
8.1. Inversão do ônus da prova como mecanismo de efetivação da proteção do consumidorDireito aos serviços públicos adequados e contínuos
9.1. Inadimplência do consumidor diante do direito à continuidade dos serviços essenciaisDireito ao crédito responsável, à prevenção do superendividamento e à preservação do mínimo existencial
10.1. Direito ao crédito responsável e à educação financeira
10.2. Direito à prevenção e ao tratamento do superendividamento
10.3. Direito à preservação do mínimo existencial
CAPÍTULO V — RESPONSABILIDADE CIVIL CONSUMERISTA DIANTE DOS VÍCIOS DE PRODUTOS E SERVIÇOS
Definição de vício
1.1. Vícios ocultos e aparentes
1.2. Diferenças entre os vícios regulados pelo CDC e os vícios redibitórios disciplinados pelo Código CivilVício não se confunde com defeito
Vícios de qualidade dos produtos
3.1. Responsáveis pela reparação dos vícios de qualidade
3.2. Opções dos consumidores diante de vícios de qualidade não sanadosVícios de quantidade dos produtos
4.1. Responsáveis pelos vícios de quantidade dos produtos
4.2. Opções dos consumidores em casos de vícios de quantidade não sanadosVícios de qualidade e de quantidade dos serviços
5.1. Responsáveis pelos vícios dos serviços
5.2. Opções dos consumidores em casos de vícios dos serviços não sanadosDecadência (prazos para reclamar dos vícios)
CAPÍTULO VI — RESPONSABILIDADE CIVIL CONSUMERISTA DIANTE DO FATO DO PRODUTO OU DO SERVIÇO
Primeiras linhas acerca da reparação integral dos danos suportados pelos consumidores e o risco da atividade imputada aos fornecedores
1.1. A transferência dos custos dos acidentes de consumo aos próprios consumidores por meio da precificaçãoA responsabilidade objetiva em hipóteses de defeito e sua diferenciação em relação ao regime jurídico da culpa presumida
Definição de defeito
Defeito do produto: aspectos elementares e consequências
Fornecedores responsáveis pela reparação dos danos decorrentes do defeito do produto
5.1. Responsabilidade solidária do fornecedor diretoExcludentes da responsabilidade civil consumerista dos fornecedores no defeito do produto
6.1. Outras defesas de mérito disponíveis ao fornecedor, além daquelas previstas no art. 12, § 3º, do CDCDefeito do serviço: aspectos elementares e consequências
Responsável pela reparação dos danos decorrentes do defeito do serviço
8.1. Responsabilização solidária nos casos de mais de um fornecedor de serviçosExcludentes de responsabilidade civil consumerista do fornecedor diante do defeito do serviço
9.1. Outras defesas de mérito disponíveis ao fornecedor, além daquelas previstas no art. 14, § 3º, do CDCResponsabilidade civil subjetiva do profissional liberal: a necessidade de comprovação de culpa do prestador diante do defeito dos serviços
Prazo prescricional diante dos defeitos dos produtos ou serviços
CAPÍTULO VII — OFERTA, PUBLICIDADE E CLASSIFICAÇÃO DAS PRÁTICAS ABUSIVAS
Regime de ofertas de produtos e serviços
1.1. Conceito e abrangência jurídica da oferta nas relações de consumo
1.2. Princípio da força vinculante da oferta
1.3. Princípio da veracidade da oferta
1.4. Responsabilidade solidária dos fornecedores diante da oferta
1.5. Oferta de peças de reposição
1.6. Opções do consumidor diante da recusa do cumprimento da ofertaPublicidade
2.1. Publicidade: definição, características e espécies
2.2. Princípios norteadores da publicidade
2.3. Publicidade enganosa
2.4. Publicidade abusivaContrapropaganda: natureza, alcance e parâmetros de execução
Responsabilidade civil diante da publicidade enganosa e abusiva
Práticas abusivas
5.1. Elementos caracterizadores da prática abusiva
5.2. Análise do rol exemplificativo de práticas abusivas listadas nos artigos 39 a 41 do CDC
CAPÍTULO VIII — COBRANÇA DE DÍVIDAS
Cobrança de dívidas no CDC
1.1. Cobranças em excesso e a violação do direito à paz e ao sossego do consumidor inadimplenteRepetição do indébito (simples e em dobro)
Banco de dados com informações positivas e negativas de consumidores
3.1. Acesso e transparência no tratamento dos dados do consumidor (art. 43)
3.2. Retificação, exclusão e habeas data (art. 43)
3.3. Comunicação prévia ao consumidor (art. 43)
3.4. Limites temporais para negativação (art. 43)
3.5. Responsabilidade civil por dados imprecisos ou indevidos e a Súmula 385 do STJ
3.6. Negativação do nome do consumidor: aspectos práticos
CAPÍTULO IX — PROTEÇÃO CONTRATUAL DO CONSUMIDOR
A reconfiguração do contrato nas relações de consumo
Espécies contratuais nas relações de consumo
2.1. Contrato verbal
2.2. Contrato escrito
2.3. Contrato de adesão e formulário
2.4. Contrato virtual
2.5. Contratos de duração continuada
2.6. Contratos de serviços online com cessão de dados como contraprestação
2.7. Contratos recreativos celebrados por incapazes: desafios à exegese do art. 104 do Código Civil e ao CDCInstrumentos ordinários da proteção contratual do consumidor: cautela informacional prévia, interpretação pró-mísero e direito de arrependimento
3.1. Conhecimento e compreensão do contrato como condição de vinculação (art. 46, CDC)
3.2. Interpretação contratual pró-consumidor (art. 47, CDC)
3.3. Vinculação do fornecedor a manifestações extracontratuais (art. 48, CDC)
3.4. Direito de arrependimento nas contratações fora do estabelecimento empresarial (art. 49, CDC)Proteção do consumidor nos contratos de adesão
Cláusulas abusivas no direito do consumidor: art. 51 como instrumento de limitação do poder econômico contratual
5.1. Exclusão ou limitação de responsabilidade e renúncia a direitos (art. 51, I)
5.2. Renúncia a reembolso de valores pagos (art. 51, II)
5.3. Transferência indevida de responsabilidade a terceiros (art. 51, III)
5.4. Obrigações iníquas, abusivas ou incompatíveis com a boa-fé (art. 51, IV)
5.5. Inversão indevida do ônus da prova (art. 51, VI)
5.6. Imposição de arbitragem compulsória (art. 51, VII)
5.7. Proibição de imposição de representante ao consumidor (art. 51, VIII)
5.8. Vedação à obrigação assimétrica no contrato de consumo (art. 51, IX)
5.9. Vedação à variação unilateral do preço pelo fornecedor (art. 51, X)
5.10. Rescisão unilateral sem justa causa pelo fornecedor (art. 51, XI)
5.11. Transferência de custos de cobrança ao consumidor (art. 51, XII)
5.12. Modificação unilateral do contrato (art. 51, XIII)
5.13. Nulidade de cláusulas contrárias a normas ambientais (art. 51, XIV)
5.14. Nulidade das cláusulas em desacordo com o sistema geral de proteção do consumidor (art. 51, XV)
5.15. Proibição de renúncia ao direito de indenização por benfeitorias necessárias (art. 51, XVI)
5.16. Vedação a cláusulas que limitem o acesso ao judiciário (art. 51, XVII)
5.17. Nulidade de cláusulas que impõem carência ou impedem restabelecimento de direitos (art. 51, XVIII)
CAPÍTULO X — SUPERENDIVIDAMENTO DO CONSUMIDOR: ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS
Fundamentos históricos e teóricos do superendividamento
1.1. Conceito de superendividamento e a problemática envolvendo o mínimo existencial estabelecido por decretoPrevenção e crédito responsável
Procedimentos de tratamento do superendividamento
Planos de pagamento e homologação judicial
Conexão contratual, cobrança abusiva e garantias no superendividamento
5.1. Conexão contratual no superendividamento
5.2. Proibições e limitações à cobrança abusiva
5.3. Garantias e a proteção do consumidor superendividadoO processo judicial do superendividamento: repactuação, audiência e plano de pagamento
6.1. Introdução: a importância do processo judicial no tratamento do superendividamento
6.2. A audiência conciliatória: procedimento e funções
6.3. Plano de pagamento: conteúdo, limites e efeitos jurídicos
6.4. O processo judicial compulsório: medidas em caso de insucesso da conciliação
6.5. Participação dos órgãos públicos em conciliação administrativa (atuação facultativa extrajudicial)
CAPÍTULO XI — TUTELA ADMINISTRATIVA DO CONSUMIDOR
Tutela administrativa como instrumento de efetivação dos direitos do consumidor
Sanções administrativas: natureza, espécies e fundamentos
2.1. Análise específica das sanções administrativas dispostas no CDCProcesso administrativo sancionador no âmbito da tutela administrativa do consumidor
3.1. Fundamentos normativos e princípios do processo administrativo sancionador no CDC
3.2. Fases do processo administrativo sancionador consumerista
CAPÍTULO XII — TUTELA PENAL DO CONSUMIDOR
Aspectos gerais do poder punitivo estatal no CDC
1.1. Submissão dos tipos penais do CDC aos juizados especiais criminaisTipos penais no Código de Defesa do Consumidor
2.1. Omissão de informação sobre a nocividade ou periculosidade (art. 63)
2.2. Falta de comunicação de nocividade ou periculosidade posterior (art. 64)
2.3. Execução de serviço de alto grau de periculosidade contrariando autoridade competente (art. 65)
2.4. Informação falsa, enganosa ou omissão relevante (art. 66)
2.5. Publicidade enganosa ou abusiva (art. 67)
2.6. Publicidade que induza comportamento prejudicial ou perigoso (art. 68)
2.7. Falta de organização de dados de publicidade (art. 69)
2.8. Uso de peças usadas sem autorização (art. 70)
2.9. Cobrança vexatória ou constrangedora (art. 71)
2.10. Dificultar acesso a informações cadastrais (art. 72)
2.11. Falta de correção de dados inexatos (art. 73)
2.12. Não entrega do termo de garantia (art. 74)Disposições legislativas relevantes à gestão da tutela penal do consumidor
CAPÍTULO XIII — TUTELA COLETIVA DO CONSUMIDOR: ASPECTOS GERAIS
Superação do paradigma individualista e tutela coletiva nas relações de consumo
Natureza metaindividual dos direitos coletivos
Interesses e direitos difusos







